quarta-feira, julho 05, 2017

Do tempo

Preocupante constatação, o resultado da análise de população por faixa etária entre 1911 e 2011. A juventude envelheceu; entre os 25 e os 64 anos concentra-se o grosso dos humanos na demarcação lusitana (mercadoria para locação dentro do período de caducidade), os idosos mostram agora figuras directamente inversas àquelas alvitradas pelos menores de 25 a principios do século passado.
Por outra parte, a erosão do tecido social em municipios litorais, com menos de 18.000 habitantes, revela claramente que a emigração é uma necessidade em que aqueles por tantos votados colocaram os portugueses. Porém, revela ainda outras muitas realidades em que não abundarei numa plataforma com estas características, apenas dois ou três apontamentos sobre alguma que outra que excepcionais: A eutanásia, crime infantil, exacto, crime infantilóide, e a reforma, aos 70, factores essenciais para que a prática totalidade da espécie exista somente enquanto produtor.
"As cheap as we can"


domingo, janeiro 08, 2017

12º Aniversário

Este ano foi curto, muito curto, o objectivo é imenso, maior que uma onda da Nazaré, quase do tamanho da vida. Porém, a paternidade é o acicate primário do empenho colocado na progressão constante mas da permanente preocupação na recolha de elementos úteis que o caminho nos ofereça, aceitando que a utilidade é sempre subjectiva, como o tempo.

sábado, janeiro 07, 2017

O mais representativo

É de facto mais uma referencia da minha realidade que desaparece, não apenas no aspecto político, mas, essencialmente. Não querendo constituir-me arauto da defesa de decisões de outros, devo porém assumir que o cenário governativo actual no meu país revela uma elasticidade democrática da população sufragista que coloca o raciocinio colectivo dos meus conterráneos na vanguarda da realidade da sua área de influencia. Quando criança, frente ao externato em que estudava existía um restaurante no primeiro andar no qual o meu pai almoçava com certa frequencia, tinha janelas para a Prior do Crato (Colégio) e outra varanda virada para o jardím onde brincavamos os putos da "Praça da Armada", do qual também usufruiam a casa em que nasci e o quartel da Armada onde finalmente assentei praça. Em referido restaurante, almoçava também um personagem que nos chamava a atenção pelo Citrôen "Boca de Sapo" negro que então nos parecía extraordinário, era o Mário Soares, que então assumia responsabilidades no Palácio das Necessidades, em cuja igreja foi baptizado o meu filho, anos depois da minha breve passagem pelos Escuteiros que ali se sediavam. Anos mais tarde, mesmo depois de assistir ao afastamento do meu pai da actividade política militante, pude entender o que aquilo era e soube então das suas reuniões em diferentes locais de Lisboa, de modo reiterativo no "Retiro do Quebra-Bilhas", socialistas todos, partilhando a vontade de um Portugal de outra dimensão. Assim, não tendo o meu Pai aludido a qualquer proximidade com o falecido Soares mais que a supra relatada, que não obstante comungavam na inquietação e solução sociais e políticas, poderia afirmar que faleceu o publicamente mais representativo constructor da actual democracia portuguesa. Ainda não tenho a certeza se é realmente "preferível um a mau acordo a nenhum acordo", sei que o nosso país não está tão mal quanto há quarenta e três (43) anos.

quinta-feira, abril 28, 2016

domingo, maio 17, 2015

Na Lisboa de onde venho.


Sem que as imagens sugeridas na música abaixo reproduzam qualquer experiência pessoal, antes a percepção de comportamentos interpretada de maneira similar, aquelas que colhí esta manhã no jardim onde crescí reiteram motivações dispersas pela necessidade ou equívoco.  
 
Vejo a fotografia do cenário da minha infância, na secular perspectiva transcendentalista e noutra, mais pessoal, que também lá está, com mais luz.

 
Vejo, estimulado, que a Árvore à qual subia em menino, apesar de amputada de alguns braços em que me apoiei, rebentou a moldura de pedra na que a tentaram enclausurar e cresce!

 
 Lamentável é a água do tanque estar tão suja.
 
 

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domingo, janeiro 11, 2015

10º Aniversário

Foi há dez (10) anos, quando por tentar expor, defender-me, a e, da mentira na qual nos obrigam a esgotar a vida e a vontade que, algo mais maçarico que hoje, decidi utilizar este meio.
Intensíssimos anos, muito mesmo, e continuarão, tal como a mentira, cada vez maior, mais contagiante.

Um abraço a quem por cá passou e, claro, a quem por aí vier por bem.

   

domingo, dezembro 14, 2014

2014



A modo de retrospectiva dos trezentos (300) últimos dias, a decisão que tomei há aproximadamente dois (2) anos, que entendia vital prescindir de tantos cuidados com a exposição do pensamento quantos aqueles motivados pelo medo infindo que oxalá controlara-mos da mesma forma que nos acreditamos conscientes de tudo o que sentimos, mas, que me tolhiam, oprimiam ou escravizaram mesmo em sonhos, resultou mais ajustada às expectativas que a margem de erro previamente assumida. Aquilo a que muitos chamam “Destino”, depois desta “travessia no deserto”; este “trabalho de campo”, começa a aparecer cada vez mais distante no horizonte, quase como um direito exclusivo de quem reclama o direito à vida.    

Por agora, lamentavelmente já sem o meu Pai no debate sobre conclusões preliminares, depois de destruída a confiança no discurso e na ação do meu anterior partido, tendo podido conhecer (sem muita dificuldade) a ética das relações partidárias com os executivos eleitos nos diferentes patamares da governação do nosso país e a de todos estes com o capital, a ideia de começar a olhar para o pseudorradicalíssimo burguês demagogo multifacetado mas concretamente aquele de fachada marxista/leninista, tipo PCP, como se de uma manipuladora balaustrada do inconformismo português se tratara, é intransponível.

Por outra parte, além da vida política, assinalada anteriormente por ter sido dos motivos centrais no que ao regresso a Portugal concernia, justificação, também, foi o meu Pai. Curiosamente, é agora, sem telefones nem combustível que valham, que encontro na sua trajetória elementos que, somente, reforçam o seu Socialismo desde a génese do seu partido até ao seu próprio repouso. Nunca esboçou mais que uma expressão de alegria e outra de quem nos diz que também no pensamento, apenas se parte da realidade, encontramos respostas através de relações sinápticas apenas funcionais depois de certo amadurecimento do indivíduo, algo não obrigatoriamente relacionado com a quantidade de experiencias (positivas/negativas). Sendo que, o conceito “realidade”, mais que aquele convindo socialmente, traduz desde o comportamento singular de um autista ao de qualquer cientista, outra coisa seria a hiper-realidade dentro da qual nos tentam manipular.            

Apolítico não, essa seria uma conversa estéril, tão estéril quanto uma mente despolitizada. Claramente, trata-se agora de procurar coerência, não com sonhos de outros, mas, com as necessidades do indivíduo que almeja um equilíbrio que jamais conseguirá esperando um Deus; a capacidade de voar ou, uma revolução de presos de dogmas falhados, ultrapassados, sustento do imobilismo mais cobarde no qual já nem os próprios acreditam.

Concluindo, escrever, compor, executar, ainda não. Ainda não descansei de amar.